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#update 15/12/16 17:11

Fundada em 1853 em São Paulo, esses mais de 160 anos de experiência deram a Ambev ou hoje Ab Inbev a expertise necessária para dominar o mercado global de cervejas. De cada 5 cervejas produzidas no mundo ela fabrica 1. O ano marca nascimento da Cervejaria Bohemia que acompanha a empresa até os dias atuais. Já em 1889 começa a produção da cerveja Antárctica e o grupo já começa a colocar em prática uma entusiasta estratégia de crescimento: aquisições de concorrentes.  Refrigerantes também começam a fazer parte do cardápio de uma indústria que tem sede de crescer... Só para você ter uma ideia, em 1934 a empresa já produzia 30 milhões de litros de cerveja e lançava o chopp engarrafado, uma novidade...

Um estilo arrojado de crescimento interno com desenvolvimento de produtos e tendências de consumo aliados a fusões e aquisições marcaram a história de explosão de crescimento, mas em 1999 a empresa foi além: se uniu com a americana American Beverage Company e aí um tsunami de cerveja a projetou como a terceira maior cervejaria já naquele ano...

Em 2004 se une com a belga Interbrew e daí se repagina passando a ser chamada Inbev. Pouco tempo depois, em 2008, a empresa compra a indústria de cerveja americana Anheuser-Busch, passando a ser chamada por AB Inbev, que passa a controlar quase metade do mercado de cervejas nos EUA. Em 2011 a cerveja Budweiser passa a ser vendida no Brasil e em 2015 e em 2015 as Cervejaria Wäls e Cervejaria Colorado também foram incorporadas ao grupo.

Olha a minha previsão de faturamento da empresa ...

Nos últimos anos sua rentabilidade tem caído devido ao encarecimento de seus insumos e a dificuldade em repassar para os preços devido a uma economia global em recessão, e aqui no Brasil também. Mas de longe ainda uma rentabilidade líquida de mais de 27% em 2015 é um excelente resultado para uma indústria. Se gestão tivesse um prêmio “Oscar” ela certamente receberia esse prêmio global. Consegue prosperar dando 30 dias de prazo para os clientes e pagando em 240 dias seus fornecedores, injetando, assim quase R$ 2 bi em sua tesouraria já que o prazo dos fornecedores propicia uma necessidade negativa  de capital de giro (excesso) de mais de R$ 3,6 bi em 2015. A empresa tem um majestoso ciclo financeiro negativo de 120 dias indicando que fornecedores financiam suas operações por esse prazo. Essa geração de caixa propicia que a empresa gere capital para se auto-financiar coisa que tem reduzido seu endividamento bancário em contraste com o passivo... Essas reduções de despesas financeiras tem deixado investidores felizes. O LPA e o ROE são dois foguetes em ascensão...

Eu medi a valuation da empresa em R$ 151,2 bi para a operação nacional apenas... Nossa isso é maior que o PIB de muitos países...

Eu vejo a empresa operando em 25/11/16 na linha de suporte em torno de R$ 17,00. Vai subir...

 

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