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Mas comparando-se com dez/2015 (-596.208), verifica-se que a queda neste mês foi inferior em 22,4%. São Paulo lidera o fechamento de vagas celetistas com menos 159.280 postos de trabalho.

De acordo com CAGED, o estoque de emprego formal no Brasil apresentou queda em dezembro de 2016. A redução foi de -462.366 postos de trabalho, equivalente à variação negativa de -1,19% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado originou-se de 869.439 admissões e de 1.331.805 desligamentos. No acumulado do ano, cujos resultados coincidem com o período dos últimos doze meses, o saldo foi negativo, totalizando a eliminação de -1.321.994 postos de trabalho, o equivalente a uma  variação negativa de -3,33% no estoque de empregos formais do País.

Setor de Atividade

2.                    Em termos setoriais, os dados mostram que todos os oito setores de atividade econômica sofreram queda no nível de emprego, confirmando a forte sazonalidade negativa do período. Em termos relativos, a queda mais forte ocorreu na Construção Civil (-3,47%, ou 82,5 mil postos a menos) e na Agricultura (-3,05%, ou 48,2 mil postos a menos). Em termos absolutos, a maior redução do estoque ocorreu nos Serviços (-0,94%, ou 157,6 mil postos a menos) e na Indústria de Transformação (-1,76%, ou 130,6 mil postos a menos). O comércio também apresentou resultado negativo (- 0,21%, ou 18.973 postos a menos).

3.                    A queda no setor de Serviços (-157.654) foi 20,9% abaixo da verificada no mesmo mês de 2015. Dois ramos de atividade foram responsáveis pela maior parte da queda:

·         Ensino (-59.446 postos); e

·         Comercio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviços técnicos profissionais, etc (-37.817 postos)

4.    Na Indústria de Transformação a queda em dez/2016 (-130.599) foi 32% menor que a observada em dez/2015               (-192.833).  A redução do estoque de empregos foi concentrada em quatro dos doze subsetores que compõem a atividade industrial:

·         Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (-29.330 postos);

·         Indústria têxtil, do vestuário e artefatos de tecidos (-20.672 postos);

·         Indústria de calçados (-14.851 postos); e

·         Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (-13.875 postos).

5.    O resultado negativo na Construção Civil (-82.567) ficou 19,5% abaixo do ocorrido em dez/2015 (-102.660). As principais atividades que contribuíram para esse resultado foram:

·         Construção de Edifícios (-33.806 postos);

·         Construção de Rodovias e Ferrovias (-9.932 postos);

·         Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (-6.488 postos);

·         Serviços Especializados para Construção não Especificados Anteriormente (-5.429 postos); e

·         Obras de Acabamentos (-4.667 postos).

6.                   A redução no setor do Comércio (-18.973), igualmente, ficou num patamar 51% inferior a dez/2015 (-38.697). A queda ocorreu em ambos os segmentos que compõe o setor:

·         Varejista (-11.831 postos).

·         Atacadista (-7.132 postos);  

7.   A queda verificada na Agricultura em dez/2016 (48,2 mil) foi bem mais acentuada que em igual mês do ano anterior (16,9 mil). O período é de entressafra para diversas culturas e, neste ano, os cultivos da cana-de-açúcar e da laranja no Estado de São Paulo apresentaram um desempenho bem mais negativo que em dezembro do ano anterior, conforme os dados abaixo:

·         Cultivo de Cana-De-Açúcar (-10.861 postos), principalmente em São Paulo (-7.402)

·         Atividades de Apoio à Agricultura (-5.523 postos), principalmente em São Paulo (-4.522);

·         Cultivo de Laranja (-4.420 postos), principalmente em São Paulo (-5.466);

·         Criação de Bovinos (-4.613postos), em diversos estados, com destaque para MG, MT, MS, PA, SP e GO;

Região

8.   No recorte geográfico, verificou-se que, em todas as cinco regiões, a queda no estoque de emprego em dez/2016 foi menor que a observada em igual período do ano passado. 

·         Sudeste (-258.399 postos em dez/16, contra -329.498 em dez/15);

·         Sul (-85.529 postos em dez/16, contra -114.458 em dez/15).

·         Nordeste (-56.401 postos em dez/16, contra - 68.007 em dez/15);

·         Centro-Oeste (-41. 248 postos em dez/16, contra - 54.592 em dez/15); e

·         Norte (-20.789 postos em dez/16, contra - 29.653 em dez/15);

9.    Entre as vinte e sete Unidades da Federação, os maiores saldos negativos estão relacionados àquelas que possuem maior estoque de empregos formais, quais sejam:

·         São Paulo (-159.280 postos), Minas Gerais (-51.823 postos), Rio de Janeiro (-39.846 postos), Paraná (-30.457 postos) e Santa Catarina (-26.329 postos).

10.  O estoque de emprego para o conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou redução de 0,96%, ou perda de             -147.607 postos de trabalho. Esse resultado foi oriundo da queda do nível de emprego em todas as áreas metropolitanas, com destaque para as principais capitais brasileiras, São Paulo (-61.924 postos), Rio de Janeiro (-32.705 postos), Belo Horizonte (-14.327), Curitiba (-10.721) e Porto Alegre (-9.866).

11.  Para o conjunto das cidades do interior, pertencentes aos estados que detêm as nove maiores Áreas Metropolitanas do País, o estoque de emprego registrou queda de -210.755 postos, ou -1,48%, em conseqüência da redução em todas as áreas do interior destes estados. Em termos absolutos, as maiores quedas ocorreram no interior dos estados de São Paulo  (-97.346), Minas Gerais (-37.496), Paraná (-19.736) e Rio Grande do Sul (-18.877).

Resultados Anuais

12.  A série histórica dos resultados anuais do CAGED mostra que nos últimos 15 anos (2002-2016) ocorreram resultados negativos apenas em 2015 e 2016. A maior geração de empregos nesse período ocorreu no ano de 2010 (2.223.597 novos postos de trabalho). Os anos seguintes apresentaram resultados positivos, porém decrescentes. Em 2014 o saldo acumulado no ano ainda foi positivo em 420.690 empregos. Já o ano de 2015 registrou o pior resultado de todo o período, com a eliminação de -1.534.989 postos de trabalho. O saldo acumulado deste ano de 2016 representou o segundo pior resultado dessa série. Entretanto, aponta uma tendência de arrefecimento da perda de empregos em relação a 2015. Ao longo de 2016 foram fechadas 1.321.994 vagas de emprego, uma redução 3,3% no total de empregos formais no País. Porém, essa perda foi 14% menor que a verificada em 2015.

13.  Em termos absolutos, o setor que mais desempregou em 2016 foi o de serviços (-390.109 postos), seguido pela Construção Civil (-358.679) e Indústria de Transformação ( -322.526). No comércio, a perda também foi significativa em termos absolutos (-200.373). Em termos relativos, o setor mais atingido foi a Construção Civil (-13,5% em apenas um ano). A agropecuária foi o setor que menos sofreu com a crise em 2016: saldo negativo de apenas -13,089, correspondendo a uma variação relativa de apenas 0,89%.

14.  Em termos geográficos, os saldos de emprego mais negativos ocorreram nos estados mais populosos e de economia mais moderna, como SP (-395.288), RJ (237.361) e MG (-117.943). Estes três estados concentravam, em dez/2016, 50,4% do estoque total de empregos formais no Brasil e responderam por 59% da perda total de empregos nesse ano, o equivalente a 780.592 postos de trabalho.

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