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Em novembro 12 mil postos de trabalho foram fechados no BR

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o estoque de emprego formal no Brasil apresentou retração em Novembro de 2017. O decréscimo foi de -12.292 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 1.111.798 admissões e de 1.124.090 desligamentos.

No acumulado do ano, houve crescimento de 299.635 empregos, representando expansão de 0,78% em relação ao estoque de dezembro de 2016.

A Indústria de Transformação teve o principal resultado negativo de Novembro/2017. Registrou saldo de -29.006 empregos, decorrente de 163.011 admissões e 192.017 desligamentos, sinalizando retração de -0,39% sobre o mês anterior. Verificou-se expansão em dois subsetores:

  • Indústria do material de transporte (+1.414 postos);
  • Indústria metalúrgica (+226 postos);

Os demais oito subsetores que compõem a atividade industrial registraram retração, principalmente:

  • Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (-8.615 postos);
  • Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (-6.901 postos);
  • Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (-5.934 postos );
  • Indústria de calçados (-4.802 postos);

No setor da Construção Civil ocorreram 91.776 admissões e 114.602 desligamentos, gerando saldo negativo de -22.826 postos de trabalho, equivalente à retração de -1,04% em relação ao mês anterior. As principais classes de atividade que impactaram o saldo negativo do setor foram:

  • Construção de Edifícios (-10.678 postos), especialmente em São Paulo (-3.224 postos) e Minas Gerais (-2.221 postos);
  • Construção de Rodovias e Ferrovias (-6.067 postos), especialmente na Bahia (-1.345 postos) e Mato Grosso (-1.126);
  • Obras de Acabamento (-1.717 postos), especialmente em São Paulo (-665 postos) e Minas Gerais (-226 postos).

No Setor da Agropecuária houve 60.762 admissões e 82.523 desligamentos, implicando saldo negativo de -21.761 empregos, representando retração de -1,34% sobre o mês anterior. As principais classes de atividade da Agropecuária que possuíram saldo negativo de emprego foram:

  • Cultivo de Cana-De-Açúcar (-8.397 postos), especialmente em São Paulo (-3.907 postos), Goiás (-1.115 postos) e Maranhão (-1.630 empregos);
  • Atividades de Apoio à Agricultura (-5.373 postos), em particular em São Paulo (-2.845 postos), Minas Gerais (-1.479 postos) e Mato Grosso (-714 postos);
  • Cultivo de Uva (-2.534 postos), em particular Pernambuco (-2.260 postos) e Bahia (-173 postos).

O setor de Serviços apresentou saldo negativo no mês de Novembro/2017. Foram registradas 445.079 admissões e 448.051 desligamentos, ocasionando saldo de -2.972 postos. Entretanto, houve saldo positivo no subsetor de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos (10.431 postos). Os saldos negativos ocorreram principalmente nos subsetores:

  • Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (-8.524 postos);
  • Ensino (-5.717 postos)

No recorte geográfico, seguem os resultados do nível de emprego em Novembro/2017, a saber:

  • Sul (15.181 postos, +0,21%);
  • Nordeste (3.758 postos, +0,06%)
  • Sudeste (-16.421postos, -0,08%)
  • Centro Oeste (-14.412 postos, -0,45%)
  • Norte (-398 postos, -0,02%)

Reforma Trabalhista

As principais categorias de movimentação criadas pela Lei nº 13.467/17, com vigência a partir de 11/11/2017, foram captadas pelo CAGED, envolvendo a desligamento por acordo e os vínculos de contrato de trabalho intermitente e de trabalho a tempo parcial. O resultado dessas movimentações em novembro/17 abrange os últimos 20 dias do mês, no período que vai de 11/11/2017 a 30/11/2017. A categoria do teletrabalho não foi incluída nesta divulgação, pelo fato de que seus resultados não apresentaram consistência lógica e estatística nesse primeiro mês de vigência da Lei, carecendo de ajustes e maior orientação às empresas respondentes.

O resumo da movimentação das novas categorias foi o seguinte:

  • Desligamento por acordo: foram registrados 805 desligamentos, informados por 654 estabelecimentos, pertencentes a 646 empresas;
  • Trabalho intermitente: foram registradas 3.120 admissões, informadas por 778 estabelecimentos, pertencentes a 87 empresas;
  • Trabalho a tempo parcial: foram registradas 744 admissões, informadas por 502 estabelecimentos, pertencentes a 488 empresas. Do total de admissões, 321 correspondem à nova modalidade criada pela Reforma da CLT, ou seja, tempo parcial com jornada acima de 24hs, as quais foram informadas por 166 estabelecimentos, pertencentes a 152 empresas.

Saldo do 1º mês da reforma trabalhista 3.120 intermitentes + 744 parcial - 805 desligamentos = criação de 3.059 vagas

 

 

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