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Inflação de dez/17 foi de 0,44% e fecha 2017 no menor valor desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA de dezembro foi de 0,44%, ficando 0,16 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de novembro (0,28%). Essa foi a maior variação mensal de 2017. Em 2016, o IPCA do mês atingiu 0,30%. Assim, o IPCA acumulado em 2017 foi 2,95% e ficou 3,34 p.p. abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%).

Após recuar de 0,42% em outubro para 0,28% em novembro, o IPCA voltou a subir em dezembro e foi para 0,44%, sob influência, principalmente, da aceleração na taxa dos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro) e Transportes (de 0,52% para 1,23%).

No grupo dos alimentos, após sete meses consecutivos de variação negativa, a mudança de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro deveu-se à alimentação consumida em casa, que passou de -0,72% para 0,42%. Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%).

Já os principais impactos individuais no índice do mês, ambos de 0,09 p.p., foram exercidos pelas passagens aéreas, com alta de 22,28%, e pela gasolina, cujo preço do litro ficou, em média, 2,26% mais caro. Juntos, com impacto de 0,18 p.p., estes dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro.

Eles também foram os principais responsáveis para que o grupo Transportes (1,23%) apresentasse a maior alta no mês, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol, com impacto de 0,04 p.p. Na gasolina, observa-se que o aumento é reflexo dos reajustes concedidos durante o período de coleta do índice, que montam de 2,05%.

No grupo Vestuário (0,84%), os destaques ficaram com os itens roupa masculina (1,27%), roupa infantil (1,05%), roupa feminina (0,71%) e calçados (0,69%).

Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas: plano de saúde (1,06%), empregado doméstico (0,52%) e eletrodomésticos (0,36%).

Por outro lado, o principal impacto para baixo foi exercido pela energia elétrica (-0,12 p.p.), do grupo Habitação (-0,40%), já que as contas ficaram 3,09% mais baratas. Isto devido à volta, a partir de 1º de dezembro, da bandeira tarifária vermelha patamar 1, com custo adicional nas tarifas de R$ 0,03 por cada kwh consumido, em substituição à vermelha patamar 2, que implicava em um custo adicional de R$ 0,05 por cada kwh. Cabe destacar o reajuste de 29,60% em uma das concessionárias de energia de Porto Alegre, em vigor desde 21 de dezembro.

Ainda no grupo Habitação, porém no lado das altas, destacam-se os itens taxa de água e esgoto (1,19%) e gás de botijão (1,09%). O primeiro se deve aos reajustes de 7,89%, 5,25% e 8,43%, respectivamente, nas tarifas de São Paulo, em vigor desde 10 de novembro; Rio de Janeiro, a partir de 27 de novembro; e Belém, desde 12 de dezembro. A variação no gás de botijão reflete o reajuste médio de 8,90% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13 kg, autorizado pela Petrobrás nas refinarias a partir de 05 de dezembro.

Sobre os índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana de São Paulo (0,62%), onde os preços da refeição fora tiveram alta de 1,75%, com impacto de 0,10 p.p. As altas de 23,23% nas passagens aéreas, 5,26% no etanol e 2,39% na gasolina também pressionaram o resultado do mês na região. Belém (-0,18%) apresentou o índice mais baixo, em função da queda de 6,05% na energia elétrica

 

 

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