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Enquanto Wall Street registra novo recorde, Bovespa cai com populismo de Bolsonaro

O S&P 500 fechou 0,3% acima, tocando um novo recorde de 4.550, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,6% e o Dow Jones fechou quase estável em meio a relatórios de lucros melhores do que o esperado de empresas como Tesla, HP, Nivida e Netflix. Além disso, a AT&T superou os ganhos e o crescimento de assinantes e os lucros da Blackstone quase dobraram. Enquanto isso, as ações da IBM caíram 9,6%, já que a empresa registrou receita pior do que o esperado devido à escassez de chips; e as ações da Snap caíram 25% após o fechamento, uma vez que a receita da empresa foi decepcionada depois que seu negócio de publicidade foi interrompido por mudanças de privacidade que a Apple introduziu no início deste ano.

Aqui no Brasil o Índice Bovespa voltou a cair com força hoje, repercutindo a decisão do governo de aumentar benefícios sociais mudando o Teto de Gastos e colocando em dúvida a sustentabilidade da equipe econômica e do ministro Paulo Guedes. A saída do secretário do Tesouro anunciada depois do fechamento do mercado confirmou os temores que levaram o Ibovespa a fechar no pior nível desde novembro e elevou o nível dos juros futuros para janeiro de 2023 para os maiores níveis desde 2018. O nervosismo deve continuar amanhã, como mostrou a forte queda do índice EWZ de ações brasileiras em Nova York no pós-mercado, após a demissão do secretário.  O índice caiu 2,75%, a 107.735 pontos, enquanto o dólar futuro acelerou 1,05%, a R$5,666 e a curva de juros disparou em até 59 pontos-base, também na esteira de maior percepção de risco.

Os destaques de ontem foram para Ambev (ABEV3) -1,37%, Itaú (ITUB4) 1,69%, Bradesco (BBDC3) -2,49%, Petrobrás ON (PETR3) -3,10% e Petrobrás PN (PETR4) -3,38%.

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