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Mesmo com arrecadação recorde, governo do RN fecha 2020 com déficit

Uma gestão desastrada que destrói a economia precisa que a pandemia dure para sempre

Sem os repasses do governo federal o RN teria travado suas contas, seu funcionamento em plena pandemia, mesmo com aumento de arrecadação. Falta gestão e sobra aumento de gastos com funcionalismo no governo do Estado. Fátima governa para um universo de 500 mil pessoas: 110 mil servidores públicos e seus familiares.

A situação é dramática tendo em vista que a folha a crescer 22% ao ano e muito acima da receita e quando a pandemia acabar (e a verba federal também) o governo do Estado estará com uma despesa obrigatória e fixa crescente e registrando resultados nominais negativos cada vez maiores. Não haverá outra saída a não ser deteriorar a qualidade (sic) dos serviços públicos via cortes orçamentários e a contratação de crédito público para pagamento de folha de pessoal (e outras despesas correntes também), o que é crime conforme inciso X do artigo 167 da Constituição Federal de 1988.

Abaixo, uma prova matemática que sem os recursos federais, o Governo do Estado do RN teria travado pois perdeu a mão na gestão e armou uma bomba que está com pavio muito curto, prestes a explodir e arrasar o estado.

 

Gastos com pessoal cresceram acima das receitas

Receitas 2020 R$ 16.850.119.326,09

Receitas 2019  R$ 15.663.147.454,76

Aumento de R$ 1.186.971.871,33

 

Pessoal (incluso previdência)

Pessoal 2020 R$ 9.005.864.495,75

Pessoal 2019 R$ 7.381.632.982,77

Aumento de R$ 1.624.231.512,98

 

Previdência 2020 R$ 4.708.800

Previdência 2019 R$ 3.964.410

Aumento de R$ 744.390

 

Enquanto isso o FDES – Fundo do Desenvolvimento Econômico e Social perde 98% do seu orçamento.

A conta Restos a Pagar (despesas que não conseguiram ser pagas) em 2019 foram de R$ 395.434.858,47 e em 2020 foram de R$ 1.372.314.820,61, encerrando o ano de 2020 com saldo acumulado de R$ 2.152.680

Mesmo com receitas recordes o resultado primário (receitas menos despesas) do governo do estado em 2020 foi pior que em 2019.

Quando se analisa o resultado nominal (resultado primário menos juros) percebe-se resultado negativo o que evidencia o crescimento da dívida líquida do Estado do RN.

Se o governo do Estado fosse uma empresa, poderia ser chamada de ilíquida tendo em vista que possui ativos circulantes (receitas que serão recebidas em 12 meses) é de R$ 3,9 bi é menor que os passivos circulantes (obrigações que devem ser pagas em 12 meses) é de R$ 4,1 bi. Se vendesse tudo que possuísse para pagar dívidas, o “dono” do RN ainda teria que guardar R$ 54,2 bilhões de reais para terminar de quitar as dívidas que sua estrutura de pessoal e de gestão vai arcar no futuro. Friso que essa obrigação só cresce quando não há racionalização da estrutura estatal.

Em 25 de dezembro de 2017 eu denunciei que o governo de Robinson iria quebrar o RN. E quebrou. Até hoje tem folha de 2018 para pagar. O que eu estou vendo é um #tbt de mau gosto.

Fontes: Portal da transparência, Prestação de contas do ano de 2020

 

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